sexta-feira, 17 de junho de 2016

Castelo de Cartas



Eu fico olhando pras paredes,
Contemplo o teto escuro do meu quarto.
Ouço o murmúrio lá de fora,
Falo com meus botões.
Viajo. Passado, presente, futuro, sonhos, devaneios...
Pela janela vejo um mundo de fantasias, frustrações, mundos sem futuro.

Vejo a realidade. E então volto a dormir.

O tempo passa tão rápido, mas gostaria que passasse mais rápido ainda.
O futuro me espera. É, e foi nessa espera que descobri; a honra, a moral, o crédito, são como um castelo de cartas de baralho, ao menor deslize, tudo vem abaixo.
Quem não tem pecado que atire a primeira pedra!




Josias Teles Rodrigues  08/04/05

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