Eu
fico olhando pras paredes,
Contemplo
o teto escuro do meu quarto.
Ouço
o murmúrio lá de fora,
Falo
com meus botões.
Viajo.
Passado, presente, futuro, sonhos, devaneios...
Pela
janela vejo um mundo de fantasias, frustrações, mundos sem futuro.
Vejo
a realidade. E então volto a dormir.
O
tempo passa tão rápido, mas gostaria que passasse mais rápido
ainda.
O
futuro me espera. É, e foi nessa espera que descobri; a honra, a
moral, o crédito, são como um castelo de cartas de baralho, ao
menor deslize, tudo vem abaixo.
Quem
não tem pecado que atire a primeira pedra!
Josias
Teles Rodrigues 08/04/05
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