terça-feira, 5 de junho de 2018

A lei do cangaço

Cansado da labuta,
Da caatinga,
Dos espinhos do sertão.

Cansado do cangaço,
Da disputa,
Da secura desse chão.

Das pessoas sibilando,
Rastejando pelo pão.
A peixeira é a língua,
O ódio à munição

Guilhotina nos pescoços,
Sem complacência, sem perdão!
Sofismas, hipocrisias, 
Conluios...
Todos querem meu quinhão,

Não há inocente ou mocinho,
Tudo cheira podridão.
Quem pode mais chora menos,
Vale a lei do Lampião.

Josias Teles 


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