Cansado da labuta,
Da caatinga,
Dos espinhos do sertão.
Cansado do cangaço,
Da disputa,
Da secura desse chão.
Das pessoas sibilando,
Rastejando pelo pão.
A peixeira é a língua,
O ódio à munição
Guilhotina nos pescoços,
Sem complacência, sem perdão!
Sofismas, hipocrisias,
Conluios...
Conluios...
Todos querem meu quinhão,
Não há inocente ou mocinho,
Tudo cheira podridão.Quem pode mais chora menos,
Vale a lei do Lampião.
Josias Teles
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