Sem os meus óculos, eu não sou ninguém!
Com eles, vejo o mundo, as cores,
Atesto saberes, provo os sabores.
Abro caminhos, fecho as portas,
Vejo à frente, muito mais além.
Com eles, eu endireito as curvas e faço as retas,
Na boca a resposta certa.
A mente turva - a letra mata.
Escrever em linhas tortas é minha meta.
Afronto o vinho, a mesa e o pão.
Trago pra perto o distante,
Afago o mundo errante,
Posso andar na contramão.
Meus olhos, meus óculos, minha visão.
Se falta o colírio,
E a luz quer me cegar,
Uso óculos escuros.
Ninguém vai me ensinar.
Com eles, sou a realidade,
O futuro,
A sabedoria,
A verdade.
Quem pensas que és para me questionar?
Saia da escuridão, do passado,
Mente velha, decrepitado.
Eu sou o novo, eu vim para ficar.
O fruto é atraente, agradável ao paladar.
Já dizia a serpente.
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