As Muralhas do meu castelo
Bela manhã.
Os pássaros entoavam um emaranhado de melodias, anunciando
um novo dia, como se fosse o último.
O sol brilhava alto, aquecendo as pedras ainda úmidas pelo
orvalho da madrugada.
Do castelo, as sentinelas nas torres, deslumbravam o azul
do céu e as águias que desapareciam na imensidão celeste.
As flores do campo se abriam para absorver aquele ar tão
puro e esperavam ansiosas as abelhas para lhes servirem seu néctar.
Como é lindo o horizonte, parece que posso tocá-lo.
As montanhas parecem pilares que sustentam os céus.
Sinto vontade de sair voando, ir para lá, fazer parte das
montanhas, dos vales, das árvores.... Como seria bom!
Poxa, tudo isso, tanta beleza, seria perfeito se não
houvesse a confusão da incerteza, a amargura da solidão, a maldita saudade, e a
incapacidade de quem está com as mãos amarradas.
Mas como já dizia o cantor ”O pulso ainda pulsa”.
Josias Teles 18/12/03
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