sexta-feira, 17 de junho de 2016

As Muralhas do meu castelo

As Muralhas do meu castelo

 

 Bela manhã.

Os pássaros entoavam um emaranhado de melodias, anunciando um novo dia, como se fosse o último.

O sol brilhava alto, aquecendo as pedras ainda úmidas pelo orvalho da madrugada.

Do castelo, as sentinelas nas torres, deslumbravam o azul do céu e as águias que desapareciam na imensidão celeste.

As flores do campo se abriam para absorver aquele ar tão puro e esperavam ansiosas as abelhas para lhes servirem seu néctar.

Como é lindo o horizonte, parece que posso tocá-lo.

As montanhas parecem pilares que sustentam os céus.

Sinto vontade de sair voando, ir para lá, fazer parte das montanhas, dos vales, das árvores.... Como seria bom!

Poxa, tudo isso, tanta beleza, seria perfeito se não houvesse a confusão da incerteza, a amargura da solidão, a maldita saudade, e a incapacidade de quem está com as mãos amarradas.

Mas como já dizia o cantor ”O pulso ainda pulsa”.

                                                                             Josias Teles 18/12/03




Josias Teles Rodrigues 18/12/03

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