Textos Sem Contextos
Esses são meus textos. Meus textos sou.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
A rua sem saída
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
O Último Oliúde
sábado, 1 de novembro de 2025
- Vendo óculos!!
Sem os meus óculos, eu não sou ninguém!
Com eles, vejo o mundo, as cores,
Atesto saberes, provo os sabores.
Abro caminhos, fecho as portas,
Vejo à frente, muito mais além.
Com eles, eu endireito as curvas e faço as retas,
Na boca a resposta certa.
A mente turva - a letra mata.
Escrever em linhas tortas é minha meta.
Afronto o vinho, a mesa e o pão.
Trago pra perto o distante,
Afago o mundo errante,
Posso andar na contramão.
Meus olhos, meus óculos, minha visão.
Se falta o colírio,
E a luz quer me cegar,
Uso óculos escuros.
Ninguém vai me ensinar.
Com eles, sou a realidade,
O futuro,
A sabedoria,
A verdade.
Quem pensas que és para me questionar?
Saia da escuridão, do passado,
Mente velha, decrepitado.
Eu sou o novo, eu vim para ficar.
O fruto é atraente, agradável ao paladar.
Já dizia a serpente.
segunda-feira, 21 de abril de 2025
Dez verdades e uma mentira sobre mim.
Alguns anos, sete, segundo a minha página no Facebook, entrei numa brincadeira da modinha da época, escrevendo 10 verdades e 1 mentira sobre mim. Bem mais do que imaginei, muitas pessoas comentaram e curtiram a minha resposta. Como gostei da experiência, vou compartilhar com vocês.
1 - Fui picado por um escorpião.
2 - Meu pai me roubou de um hospital.
3 - Fraturei sete ossos do meu corpo.
4 - Minha madrasta tentou me matar com um garfo.
5 - Emagreci 18 quilos em um mês (sem bariátrica).
6 - Já fui atropelado por um carro.
7 - Fui morar sozinho aos 16 anos.
8 - Amarrei uma bicicleta no parachoque de um carro e me machuquei.
9 - Já dormi em várias rodoviárias.
10 - Arbitrei um torneio de xadrez no Grêmio Náutico União em Porto Alegre.
Fui picado por um escorpião e fui roubado de um hospital.
Quando eu era bebê, com cerca de um ano de idade, fui picado por um escorpião e, ao contrário do que foi dito por um cara maldoso, eu não chorei muito; quem chorou foi a família do pobre escorpião.
Então, me levaram para o hospital, e essa parte eu não lembro muito bem, mas, até onde os livros de história contam e os jornais da época noticiaram, me trocaram de hospital sem avisar meus pais. Detalhe: isso aconteceu em Osasco, SP.
Depois de me procurar em vários hospitais, meu pai me achou e me levou para casa sem a autorização do hospital. Como eu estava com as roupas do hospital, meu pai comprou um urso de pelúcia e me vestiu com as roupas do ursinho para me levar para casa.
Depois que postei esse texto no facebook, numa investigação mais detalhada, descobri que não foi bem assim. Meu pai não roubou a roupa de um ursinho de pelúcia e me vestiu com ela. Quando me contaram essa história, dizendo que meu pai comprou um ursinho e me vestiu, minha imaginação de criança achou que meu pai tinha pegado a roupa de um ursinho de pelúcia, mas, na verdade, ursinho ou urso era o nome de um tipo de roupa de criança... algo assim.
Isso responde às questões 1 e 2. E segundo a mídia da época, são verdadeiras.
Realmente fraturei sete partes do meu corpo, uma delas, fratura exposta. Claro, todas em momentos separados. Em uma das vezes, foi quando amarrei a bicicleta no parachoque de um carro. E, como todos devem imaginar, não deu muito certo, e nesse dia quebrei um dedo da mão e o tornozelo. Portanto, as questões 3 e 8 também são verdadeiras.
Questão 4 também é verdade. Minha madrasta realmente tentou furar o meu pescoço com um garfo. Sorte nossa (ou só dela) que ela não conseguiu.
A questão 5 é verdadeira. Num momento muito triste da minha vida, fiquei quase dez dias comendo só farinha de mandioca com água e sal, e antes disso, uns vinte dias comendo arroz puro com café. Nesse período, baixei o meu peso de 118 para 100 quilos em menos de 45 dias.
Resposta 6: Sim, por duas vezes fui atropelado. As duas com escoriações leves, mas fui. Uma das vezes foi 15 dias após eu ter voltado a caminhar após cinco meses parado por ter quebrado o tornozelo na artimanha da biclicleta amarrada no carro.
A sétima também é verdade. Fiz algumas viagens por essa terra e algumas vezes dormi em rodoviárias esperando o horário do outro ônibus.
E, finalmente, a questão 10: NÃO, eu não arbitrei o torneio de xadrez no Grêmio Náutico União em 2003. Eu joguei esse torneio, conquistando a sexta colocação. Nada mal na época.
Então, foi isso. quem sabe um dia eu escreva uma auto-biografia não aoutirizada heheheeh
terça-feira, 22 de outubro de 2024
Visceral
Meus olhos
estão escuros.
Há muitos e muitos anos não veem a luz.
Em turbidez, meu coração se dissimula
Naufragado em algum oceano, sem forças para subir,
Escondendo-se em cavernas escuras.
Meus pensamentos entorpecem-se com coisas viciantes e podres,
Maquinando apenas o mal.
O desejo por carne é voraz, uma fome insaciável.
Carne, carne, carne; devoraria até me afogar em uma poça de vômito e nojo.
O fedor invade minhas narinas,
O perfume inebria meu ser como um leão enfeitiçado pela presa.
Como dizer não?
E ainda há um lago escuro e profundo cheio de coisas fétidas que boiam.
Posso minguar em auto comiseração.
Mas do que se queixa o homem?
Josias Teles 22/10/2014
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
" O pai não precisa ser perfeito; basta ser presente."
Sou filho de um
pai ausente, que se foi quando eu tinha apenas 11 anos — uma idade crítica para
um menino. Onde se viu um pai abandonar uma criança nessa fase tão delicada da
vida?
Senti-me perdido, sem rumo, sem ter recebido as lições necessárias
para me tornar um homem.
Ele não me ensinou
como pensar, como entender o universo feminino ou como encarar os desafios da
vida.
Não me mostrou como ganhar o pão, nem me pediu netos.
Ele partiu sem que eu tivesse a chance de debater com ele, de
dizer que suas ideias estavam ultrapassadas e que o mundo havia mudado.
Não me deu a oportunidade de argumentar ou confrontá-lo nas minhas
descobertas.
Faltou-me sua presença nos momentos difíceis.
Quando quebrei o
braço e chorei, apavorado com a possibilidade de ficar aleijado, ele não estava
ali para me encorajar.
Também não esteve ao meu lado quando enfrentei os garotos da
escola que queriam me agredir.
Quantas dúvidas e
decisões erradas tomei por falta do seu conselho!
Quantas vezes fiz
minha mãe chorar por não o ter por perto para me corrigir.
. Não me disse:
- Vá estudar rapaz, para ser alguém na vida!
Não me disse que o casamento é coisa séria
Desde do dia que ele se foi, senti-me perdido, como um cão que cai
de um caminhão de mudança, sem saber se corre atrás do veículo ou volta para um
lar que já não é mais seu.
Por alguns anos o culpei. Chorei, me revoltei... até que entendi,
o câncer é uma doença muito forte.
Ainda sinto sua
falta.
Meus filhos agora
são adultos.
Mas, em algum
momento da vida deles eu também não estive presente.
Em diversas
situações os decepcionei. Não há desculpas para isso.
Queria oferecer
aos meus filhos a figura paterna que me faltou. Mas, em muitos momentos, sinto
que morri nas suas infâncias.
sábado, 4 de maio de 2024
Um instante de cor
Era mais um dia comum na vida dele. Saía apressado do trabalho, e seguia para casa, onde o tédio o aguardava. De repente, avistou-a: tão linda e elegante, como se estivesse pronta para uma festa, desafiando os paralelepípedos da rua com seus saltos altos. Perdido na conta dos dias, não sabia mais quando a vira pela última vez. Sem hesitar, correu até ela e ofereceu o braço esquerdo. Com os mesmos olhos grandes e brilhantes, com o mesmo largo e lindo sorriso, aceitou, agradecida Inicialmente, agarrou-se firme, enganchando-se ao braço dele e encostando suavemente a cabeça em seu ombro, suspirando como uma adolescente apaixonada. Temendo o olhar alheio, ela se afastou, segurando seu cotovelo, com passos desequilibrados atravessaram a rua. Na calçada, Ela fala sorrindo, radiante como sempre, com o olhar meigo que o encanta. Ele se delicia, com o reencontro. Tudo nela o desarma. O perfume, a proximidade, a vontade de permanecer ali. Mas ao dobrarem a esquina, ela para, segura as mãos dele por um instante, olha em seus olhos, com uma voz doce, diz: —Amigo, preciso muito ir. O chão some sob ele e o perfume se dissipa no ar.
A rua sem saída
Numa casa simples de uma rua sem saída, de um bairro da periferia, morava Juca. Trabalhava o dia todo e, à noite, estudava. Saía antes do ...
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Entre o sonho e a realidade, Entre o presente e a saudade, Entre o fogo e a paixão, Entre o amor e o ódio, Entre a cu...
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Capitulo 1- Caminho pela rua. Há um grande buraco na calçada. Caio nele. Estou perdido. – Estou desamparado. Não é culpa minha...
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“ ...As ondas insistem em chicotear o meu rosto... A correnteza me puxa pro meio do nada... Os meus olhos ainda ardem por causa do...


